Lição 4: As Pragas
Sábado, 19 de julho
Verso para memorizar: "E assim Faraó, de coração endurecido, não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito a Moisés" (Êx 9:35).
Um fazendeiro estava tentando fazer seu jumento se mover, mas não estava tendo sucesso. Então, pegou um galho grosso e bateu no animal. Em seguida, falou novamente com o jumento, que então começou a se mover. Quando alguém falou ao fazendeiro por que isso trabalhava, ele respondeu: "Bem, primeiro é necessário chamar a atenção dele."
Deixando de lado a crueldade com os animais, essa história ilustra uma verdade especial no contexto da saída dos hebreus do Egito. Moisés recebeu suas ordens de marcha e foi ao Faraó com as palavras de Deus, shalach et ami ("Deixe o Meu povo ir!"; Êx 5:1). O Faraó, no entanto, não queria permitir que o povo de Deus fosse embora. A Bíblia nunca explicou explicitamente porque o Faraó estava tão relutante, apesar da ameaça militar de que os egípcios temiam que os hebreus pudessem representar (Êx 1:10).
Muito provavelmente, como costuma acontecer com a escravidão, era uma questão econômica. Como os israelitas eram uma fonte de mão de obra barata, o Faraó não queria perder as vantagens econômicas que esses escravos lhe proporcionavam. Assim, ele precisaria de algo mais convincente, não apenas para chamar sua atenção, mas também para mudar seus pensamentos.
Leituras da semana
Êx 7:8-25; 8; 9; 10; Nm 33:4; Rm 1:24-32; Sl 104:27, 28; Is 28:2, 12-17; 44:9, 10, 12-17
Domingo, 20 de julho
Deus contra deuses
1. Leia Êxodo 7:8-15. Quais lições podemos aprender desse primeiro confronto entre o Deus dos hebreus e os deuses do Egito?
Por meio das crenças e do juízo contra os deuses do Egito. O confronto mostra que o poder de Deus é soberano sobre os falsos deuses; os magos egípcios imitaram, mas foram vencidos. A vara de Arão, símbolo da autoridade divina, engoliu as varas dos magos, revelando que só o Senhor é o verdadeiro Deus.
As batalhas que se seguiriam seriam entre o Deus vivo e os "deuses" egípcios. O que agravou a situação foi que o Faraó se considerava um desses deuses.
O Senhor não prometeu simplesmente contra os egípcios ou contra o Egito em si, mas contra suas divindades (os egípcios veneravam mais de 1.500 deuses e deusas). O texto bíblico é claro: "Executarei justiça sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor" (Êx 12:12). Essa verdade foi enfatizada novamente quando a jornada de Israel foi recontada: "Contra os deuses o Senhor executou juízos" (Nm 33:4).
1
O milagre da vara transformada em serpente
Um exemplo dessa justiça sobre os deuses do Egito é o milagre da vara que se transformou em serpente (Êx 7.9-12). No Egito, Uadjet era a deusa do Urel, a representação de uma cobra erguida, colocada nas coroas dos Faraós e deuses do Egito e que simbolizava o poder soberano sobre o Baixo Egito.
2
Simbolismo da serpente no Egito
O símbolo da serpente representava a divindade, realeza e autoridade divina do Faraó, pois essa deusa cuspia veneno em seus inimigos. Os egípcios também acreditavam que a serpente sagrada guiaria o Faraó na vida após a morte.
3
Demonstração da supremacia divina
Quando a vara de Arão se transformou em serpente e devorou as outras serpentes diante do rei, foi demonstrada a supremacia do Deus vivo sobre a magia e feitiçaria egípcias. O emblema do poder do Faraó não foi apenas conquistado, mas Arão e Moisés o seguraram em suas mãos (Êx 7:12, 15).
Esse confronto inicial demonstrava o poder e a soberania de Deus sobre o Egito. Moisés, como representante do Senhor, tinha maior autoridade e poder do que o deus Faraó. Também é significativo que os antigos egípcios adorassem um deus-serpente, Nehebkau (que significa "aquele que controla os espíritos"). Segundo a mitologia, esse deus tinha grande poder por ter engolido sete serpentes. Assim, Deus estava contando aos egípcios que Ele, e não o deus-serpente, possui o poder e a autoridade supremas.
Após um confronto tão intenso, os líderes do Egito foram capazes de compreender essa mensagem de maneira imediata e bastante clara.

Como podemos permitir que o Senhor tenha soberania sobre qualquer um dos "deuses" que buscam supremacia em nossa vida?
Segunda-feira, 21 de julho
Quem endureceu o coração do Faraó?
2. Leia Êxodo 7:3, 13, 14, 22. Como podemos entender esses textos?
Esses versos revelam que, embora Deus permita o endurecimento do coração de Faraó, é Faraó quem rejeita a verdade repetidamente. Deus respeita sua escolha, mas usa até mesmo a resistência humana para manifestar Sua justiça e glória diante de todos. Logo, o Faraó decidiu rejeitar a vontade de Deus, e o Senhor entregou ao seu próprio pecado.
Nove vezes o livro de Êxodo afirma que Deus suportou o coração do Faraó (Êx 4:21; 7:3; 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4, 8; ver Rm 9:17, 18). Outras nove vezes é dito que o próprio Faraó suportou seu coração (Êx 7:13, 14, 22; 8:15, 19, 32; 9:7, 34, 35).
Afinal, quem endureceu o coração do rei: Deus ou o próprio Faraó?
É significativo que, no relato das dez propostas, nas cinco primeiras, apenas o Faraó seja considerado aquele que suportou seu próprio coração. Ele começou o processo de persistência por sua própria vontade. A partir da sexta praga, no entanto, o texto bíblico afirma que foi Deus quem suportou o coração do Faraó (Êx 9:12).
Isso mostra que Deus fortaleceu ou aprofundou a própria escolha de Faraó, sua decisão voluntária, conforme havia aqui a Moisés que faria (Êx 4.21). Em outras palavras, Deus invejou as previsões com o propósito de ajudar o Faraó a se arrepender e a se libertar da escuridão e do erro em que sua mente se encontrou.
Deus não criou o mal ou o pecado no coração do Faraó; ao contrário, simplesmente o transmitiu aos seus próprios impulsos malignos. Deus o deixou sem Sua graça restritiva, abandonando-o à sua própria maldade (ver Rm 1:24-32).
O Faraó tinha livre-arbítrio, podia escolher a favor de Deus ou contra Ele, e decidiu contra. A lição é clara: recebemos a capacidade de escolher entre o certo e o errado, o bem e o mal, a conformidade ou a desobediência. Desde Lúcifer no Céu, passando por Adão e Eva no Éden e o Faraó no Egito, até nós, hoje, onde quer que nos preocupemos, temos que escolher entre a vida e a morte (Dt 30:19).
Ilustração da Luz do Sol
Uma ilustração pode nos ajudar a compreender esse tema. Imagine uma luz do Sol incidindo sobre a manteiga e o barro. A manteiga derrete, mas o barro resiste. O calor do Sol é o mesmo em ambos os casos, mas há duas respostas diferentes e dois resultados diferentes. O efeito depende da natureza do material.
O Coração do Faraó
No caso do Faraó, podemos dizer que depende das atitudes do seu coração em relação a Deus e ao Seu povo.

Como você usará seu livre-arbítrio nos próximos dias? Se você sabe qual é a escolha certa, como pode se preparar para fazê-la?
Terça-feira, 22 de julho
As três primeiras pragas
As dez declarações do Egito não foram direcionadas ao povo egípcio, mas aos seus deuses. Cada praga atingiu, pelo menos, um deles.
3. Leia Êxodo 7:14-25; 8:1-19. O que aconteceu durante essas pragas?
As pragas atacaram diretamente os deuses do Egito, revelando a impotência deles diante do Deus verdadeiro. Mesmo com sinais claros, Faraó resistiu, e os magos só puderam imitar as primeiras pragas. Deus estava revelando Seu poder e dando chance ao arrependimento.
Deus informou a Moisés que o diálogo com o Faraó seria difícil; na verdade, quase impossível (Êx 7:14). No entanto, Ele queria Se revelasse ao Faraó e aos egípcios. Portanto, decidi Se comunicar com eles de uma forma que poderia entender. Além disso, os hebreus se beneficiariam desse confronto, pois aprenderiam mais sobre o seu Deus.
Primeira Praga: Água em Sangue
A primeira praga foi dirigida contra Hapi, o deus do Nilo (Êx 7:17-25). O Egito depende das águas do Nilo. Onde havia água, havia vida. A água era vista como fonte da vida, então os egípcios realizaram o deus Hapi e o adoraram como o provedor da vida.
Entretanto, só o Deus vivo é a Fonte da vida, o Criador de todas as coisas, incluindo a água e o alimento (Gn 1:1, 2, 20-22; Sl 104:27, 28; 136:25; Jo 11:25; 14:6). Transformar a água em sangue simbolizava transformar vida em morte. Hapi não foi capaz de provar e proteger a vida; isso só é possível pelo poder do Senhor.
Segunda Praga: Rãs
Deus então deu outra chance ao Faraó. A deusa-rã, Heqet, foi confrontada diretamente (Êx 8:1-15). Em vez de vida, o Nilo produziu rãs, que os egípcios temiam e detestavam. Eles queriam se livrar desses animais. O momento exato em que essa praga foi eliminada declarou que o poder de Deus estava também por trás desse evento.
Terceira Praga: Piolhos
A terceira praga tem a descrição mais curta de todas (Êx 8.16-19). A palavra original (em hebraico, kinnim) pode se referir a animais como mosquitos, carrapatos ou piolhos. Essa praga foi direcionada contra Gebe, o deus egípcio da terra.
Do pó da terra (remetendo à história bíblica da criação), Deus produziu mosquitos, que se espalharam por toda a terra. Incapazes de imitar esse milagre (pois somente Deus pode criar vida), os magos declararam: "Isto é o dedo de Deus" (Êx 8:19).
O Faraó, no entanto, ainda se recusava a ceder. O coração do Faraó era duro. A rejeição das orientações de Deus piorou a situação.

Que lições aprendemos dessa história sobre a rejeição das orientações do Senhor?
Quarta-feira, 23 de julho
Moscas, gado e úlceras
4. Leia Êxodo 8:20-32; 9:1-12. Mesmo conhecendo grandes manifestações do poder e da glória de Deus, os seres humanos ainda têm a liberdade de rejeitá-Lo?
Sim, Deus concede livre-arbítrio a todos. Mesmo diante de sinais claros, como Faraó, o ser humano pode resistir. O poder de Deus não anula a liberdade de escolha, mas cada decisão traz consequências eternas. O poder de Deus foi revelado de maneira mais notável do que antes, mas o Faraó manteve-se resistente.
A deusa egípcia Uatchit foi considerada a deusa das moscas e a senhora dos pântanos e brejos. O deus Khepri (associado ao sol nascente, à criação e ao renascimento) era representado com uma cabeça de escaravelho [besouro]. Esses "deuses" foram derrotados pelo Senhor.
Enquanto os egípcios sofriam, os hebreus eram protegidos (Êx 8.20-24). Nenhuma outra praga os afetou. Tudo isso foi uma tentativa de Deus de mostrar ao Faraó a grande verdade de que Ele é o Senhor no meio da terra (Êx 8:22).
Assim, o Faraó começou a barganhar. A pressão aumentou. Ele se dispôs a permitir que Israel adorasse a Deus e sacrificasse a Ele, mas apenas no Egito (Êx 8.25). Essas condições não puderam ser atendidas porque os egípcios adoravam alguns animais, e sacrificá-los provocaria a ira deles contra os hebreus. Além disso, esse não era o plano de Deus para Israel.
A próxima praga (Êx 9:1-7) atingiu o gado. Hator, a deusa egípcia do amor e da proteção, foi retratada com uma cabeça de vaca. O deus-touro Ápis também era muito popular e estimado no Egito. Na quinta praga, outras coisas importantes foram derrotadas quando o gado dos egípcios morreu.
Na sexta praga (Êx 9:8-12), manifestou-se a derrota de Ísis, a deusa da medicina, magia e sabedoria, bem como de Sequemete (deusa da guerra e das epidemias) e Imotepe (deus da medicina e da cura), que foram incapazes de proteger seus adoradores. Ironicamente, os magos e feiticeiros ficaram tão aflitos que não compareceram diante do Faraó, mostrando que eram impotentes contra o Criador do céu e da Terra.
Pela primeira vez no relato das dez declarações, a Bíblia diz que "o Senhor suportou o coração de Faraó" (Êx 9:12). Por mais difícil que essa frase pareça, quando entendida no contexto, revele que o Senhor nos permite colher as consequências de nossa própria exclusão persistente a Ele. O problema do Faraó não era intelectual, mas espiritual; diante de evidências suficientes, ele fez a escolha errada.

Como proteger nosso coração do orgulho, de modo que não resistamos aos apelos de Deus?
Quinta-feira, 24 de julho
Granizo, gafanhotos e escuridão
5. Leia Êxodo 9:13-35; 10:1-29. Essas pragas fizeram o Faraó mudar de ideia?
Faraó demonstrou arrependimento superficial, mas seu coração permaneceu endurecido. Ele oscilava entre ceder e resistir, buscando aliviar a pressão das pragas sem verdadeira conversão. As pragas expuseram sua teimosia diante da verdade divina.
Sétima Praga: Granizo
Nut era a deusa egípcia da atmosfera e do espaço sideral, retratada como aquela que controlava o que ocorria sob o céu e na terra. Osíris era o deus das colheitas e da fertilidade. O granizo é adicionado à justiça divino (Is 28.2,17; Ez 13.11-13).
Nessa praga, aqueles que esconderam suas propriedades em um abrigo seguro foram protegidos (Êx 9:20, 21). Todos foram testados: creriam na Palavra de Deus e agiriam de acordo com ela? A preservação da vida do Faraó tinha como propósito tornar Deus conhecido no mundo (Êx 9:16). O rei confessou que havia pecado, mas logo depois voltou.
Oitava Praga: Gafanhotos
Set era o deus da tempestade, guerra e desordem. Junto com Ísis, foi considerada uma reflexão da agricultura. Shu era o deus da atmosfera. Serápis personificava a majestade divina, fertilidade, cura e vida após a morte.
Nenhum dos deuses egípcios impede os juízos divinos (Êx 10.4-20), pois os ídolos não são nada (Is 44.9, 10, 12-17). Os servos do Faraó insistiram para que ele deixasse Israel ir, mas ele voltou novamente. O Faraó ofereceu um acordo, que Moisés rejeitou, e com razão, pois mulheres e crianças eram parte vital e inseparável do entusiasmo e da comunidade de fé.
Nona Praga: Escuridão
Rá era o principal deus egípcio, o deus-sol, e Tote era o deus-lua. Eles não produzem luz. O Faraó tentou negociar, mas em vão. Uma escuridão de três dias cobriu o Egito, mas os israelitas tinham luz. A separação não poderia ser mais clara.
No entanto, independentemente das calamidades que atingiram a nação, o Faraó continuou resistindo e não cedeu. Não conheço suas motivações mais profundas, mas, em algum momento, isso pode ter se tornado simplesmente uma questão de orgulho. Não importavam as evidências poderosas, a clareza de tudo o que estava acontecendo e que a escolha correta estivesse bem diante dele – após um pouco de hesitação, o Faraó não se submeteu à vontade de Deus.
Por outro lado, seus servos declararam: "Até quando este homem será um perigo para nós? Deixe essa gente ir, para que adorem o Senhor, o Deus deles. Será que o rei ainda não sabe que o Egito está arruinado?" (Êx 10:7).
Esse é um exemplo marcante das palavras: "Antes da ruína vem a soberba, e o espírito orgulhoso precede a queda" (Pv 16:18).
Sexta-feira, 25 de julho
Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214-227 ("As pragas do Egito").
"Foi permitido que Seu povo experimentasse a esmagadora crueldade dos egípcios, para que não se enganasse em relação à influência degradante da idolatria. Em Sua maneira de lidar com o Faraó, o Senhor manifestou Seu ódio à idolatria e Sua decisão de punir a crueldade e a opressão. [...]
Não se exerceu um poder sobrenatural para suportar o coração do rei. Deus deu ao Faraó a mais notável evidência do poder divino, mas o rei obstinadamente se derrubar a aceitar a luz. Cada manifestação do poder. rejeitada por ele tornava-o mais resoluto em sua rebelião As sensações de rebelião que semeara quando rejeitaram o primeiro milagre produziram sua colheita" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 222, 223).
"O Sol e a Lua eram adorados pelos egípcios. Nessas trevas misteriosas, o povo e seus deuses foram de modo semelhante atingidos pelo poder que havia se comprometido com a causa dos escravos. Contudo, por mais estranho que tivesse sido, esse juízo é uma prova da compaixão de Deus e de Sua indisposição para destruir. Ele deu ao povo tempo para refletir e se arrepender, antes de trazer sobre ele a última e mais terrível das profecias" (Patriarcas e Profetas, p. 226).
Resumo: A Jornada das Pragas
A história das pragas no Egito não é apenas uma demonstração do poder de Deus, mas um estudo sobre a resistência humana e a compaixão divina.
1
Início do Confronto (Êxodo 7-8)
As primeiras pragas (Água em Sangue, Rãs) marcam o início do duelo. Os magos egípcios ainda podiam replicar milagres, e o Faraó mantinha sua obstinação, recusando-se a libertar Israel.
2
Escalada e Derrota dos Deuses (Êxodo 8-9)
Com as pragas de Piolhos, Moscas, Peste no Gado e Úlceras, os deuses egípcios foram progressivamente humilhados. Os magos não puderam mais resistir, e o Faraó começou a ceder, mas sempre voltava atrás em sua palavra.
3
O Ponto de Virada (Êxodo 9-10)
Granizo, Gafanhotos e Escuridão trouxeram devastação sem precedentes. O Faraó chegou a confessar seu pecado, e seus próprios servos imploraram pela libertação de Israel. No entanto, o orgulho do Faraó prevaleceu, e ele endureceu seu coração novamente.
4
A Lição Final
A recusa persistente do Faraó em se submeter, apesar das evidências esmagadoras, ilustra o perigo do orgulho e da soberba. Deus manifestou Seu poder e paciência, dando tempo para arrependimento antes do juízo final.
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Comentário Teológico: Lição 4 – “As Pragas” (Êxodo 7–10)
📅 Sábado, 19 de julho
📖 Verso para memorizar: “E assim Faraó, de coração endurecido, não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito a Moisés” (Êxodo 9:35, ACF)
🧭 Temas Centrais da Lição – Mensagem Principal
A lição destaca a soberania de Deus sobre os deuses do Egito, a revelação do juízo divino como um apelo misericordioso, e a liberdade humana diante da verdade. Deus age com justiça, mas também com graça, dando oportunidades de arrependimento mesmo diante do endurecimento do coração.
📚 Comentário Teológico do Tema do Dia: “As Pragas”
O título da lição remete ao modo como o pecado e a idolatria adoecem espiritualmente indivíduos e nações. Assim como uma doença cega, paralisa e destrói, a rejeição da verdade divina corrói a alma. Deus envia Seus juízos ao Egito como quem aplica um remédio forte para uma alma enferma: não para destruir de imediato, mas para curar, chamar atenção e oferecer uma oportunidade de arrependimento.
Ao confrontar diretamente os falsos deuses do Egito (como Hapi, Rá, Ísis, Heqet, Ápis, Set, entre outros), Deus revela Sua autoridade absoluta. A cada praga, Ele derruba um ídolo e afirma: “Eu sou o Senhor”. A luta não era apenas política ou social; era teológica. Era o Deus vivo contra as forças espirituais da mentira. E, ao mesmo tempo, Deus fazia uma distinção clara entre o Seu povo e os egípcios, ensinando que aqueles que O obedecem vivem sob Sua proteção (Êx 8:22-23).
Mesmo assim, o livre-arbítrio do Faraó é mantido. Como ensina Ellen G. White, “cada manifestação do poder rejeitada por ele tornava-o mais resoluto em sua rebelião” (PP, p. 222). O endurecimento não foi causado por Deus, mas permitido — revelando a justiça divina ao deixar o ímpio colher os frutos de suas próprias escolhas (Rm 1:24-32).
A lição também nos alerta sobre o perigo do orgulho espiritual, que pode nos tornar insensíveis ao chamado de Deus. A escuridão final que cobriu o Egito, enquanto os hebreus tinham luz, simboliza a separação entre os que se rendem e os que resistem.
🧠 Lições Práticas
  1. Deus é soberano sobre todos os poderes terrenos e espirituais (Êx 12:12).
  1. A idolatria cega e escraviza, enquanto Deus liberta e ilumina.
  1. O livre-arbítrio é sagrado, mas rejeitar a verdade endurece o coração.
  1. A misericórdia precede o juízo — as pragas foram apelos divinos.
  1. Devemos escolher a luz enquanto ela brilha, antes que a escuridão se instale (Êx 10:21-23).
🔍 Panorama Bíblico-Escatológico
As pragas no Egito são um protótipo das pragas do Apocalipse (Ap 16). Ambas revelam juízos contra sistemas religiosos falsos, com um chamado à fidelidade e separação do erro. No Egito, Deus poupou os fiéis. No tempo do fim, Ele também protegerá os que guardam Seus mandamentos (Ap 14:12).
Perguntas para Reflexão
  • Quais “deuses modernos” Deus deseja derrubar na minha vida?
  • Tenho resistido aos apelos do Espírito, como o Faraó?
  • Em que áreas preciso deixar Deus ser soberano?
🧩 Resumo Final
A história das pragas no Egito não é apenas uma narrativa de juízo, mas uma revelação de amor, paciência e justiça. Deus fala, corrige, chama, e espera. Mas chegará o tempo em que a escolha será definitiva. O chamado hoje é para não endurecer o coração, mas permitir que Deus destrua todo ídolo, nos cure da doença do pecado e nos liberte para adorá-Lo em espírito e em verdade.
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📘 Referências Usadas
  • Bíblia Almeida Corrigida Fiel (ACF)
  • Ellen G. White – Patriarcas e Profetas, p. 214–227
  • Tratado de Teologia Adventista
  • Comentário Bíblico Adventista
  • Periódicos Adventistas
  • Nisto Cremos – Crenças Fundamentais da IASD
🔑 Palavras-chave destacadas
Deus soberano, juízo e misericórdia, idolatria, livre-arbítrio, pragas do Egito, apelo divino, tempo do fim, escuridão espiritual, redenção, separação entre luz e trevas
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